sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Não dá pra ser metade, não posso aceitar só a metade.


São 20h31min, sexta-feira, 04 de dezembro de 2009. O ano esta próximo do fim, um ano onde muitas coisas boas e ruins aconteceram. Um ano com muitas histórias pra lembrar.
Um ano de conquistas e de derrotas, de muralhas erguidas, mas também de castelos destruidos.

Um ano onde o bem e mal tiveram uma batalha pra saber que se sairia melhor. Um ano que começou cheio de esperanças, no meio já parecia não ter a mesma qualidade, mas agora no final, com mais notícias não muito boas está mais cinzendo. O céu lá fora, também esta cinzento, chuvoso.

Gosto de chuva, do barulho da chuva. Gosto do frio úmido que entra pela janela. Gosto do cheiro da sopa no prato. E aos poucos a chuva vai caindo, molhando a janela mostrando que do lado de fora está como aqui dentro.

"Lágrimas de chuva molham o vidro da janela, mas ninguem me vê"(...)

Uma gotinha de esperança rola ao mesmo tempo que um sorriso se abre, como as oportunidades que estão surgindo, convites para palestras, aulas e o capítulo de um livro especializado.

Novidades que farão de 2010 um ano todo novo. Faculdade nova, trabalhos novos, erros novos e sorrisos novos. Ano de lançamento da minha nova etapa. Não posso mais ficar preso ao passado. Quem pode?

Quem se alimenta de lembranças são bazares e turistas. Eu não quero pechinchar momentos felizes, não quero mendigar atenção, eu não preciso. Não preciso que venham para a minha vida como turistas experiementam e depois vão embora.

Um amigo me disse uma vez que não dá pra ser só metade. Metade de qualquer coisa, metade de si mesmo, metade de uma relação. Temos que estar inteiros em qualquer momento, apesar de às vezes nos sentirmos aos pedaços.

E então caminhamos pela vida, como João e Maria, a deixar pedacinhos de nós e vem um passarinho e come, quando olhamos para trás não vemos nada. O passarinho voou e não sabemos como voltar a ser inteiros;

Então todo esse ritual de final de ano, o NATAL se aproximando, muitas saudades veem à mente. Um momento, uma oportunidade, um carinho, um presente, um olhar, um nenem, um pezinho a balançar, uma travessura, um adeus...

Um comentário:

  1. Ano novo, vida nova, inflizmente nao é assim, a vida é um ciclo, e tudo se repete, coisas boas, ruins, abstratas. O que temos que aprender é a lidar com essas "fases".

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