domingo, 27 de dezembro de 2009

Não precisa ser para sempre, mas precisa ser até o fim!




"‘Para sempre’, em minha opinião, é nada mais nada menos que um dia depois do outro. Ou seja, é construção. Em princípio, não existe. Mas basta que façamos a mesma escolha sucessivamente e teremos construído o ‘para sempre’.

O que quero dizer é que o ‘sempre’ não é magia nem tampouco um tempo que pré-exista. Ele é conseqüência. Nada mais que conseqüência de uma sucessão de dias, vividos minuto por minuto.

Quanto ao amor, tem gente que acredita que só é de verdade se durar “até que a morte os separe”. Outras, como o grande Vinícius de Moraes poetizou, apostam no “que seja eterno enquanto dure”.

Eu, neste caso, admiro a coragem de quem vai até o fim, de quem se entrega inteiramente ao que sente, de quem se permite viver aquilo que seu coração pede até que todas as chamas se apaguem. Mais do que isso: até que as brasas esfriem e – depois de todas as tentativas – nada mais possa ser resgatado do fogo que um dia ardeu.

Claro que não estou defendendo a constância indefinida de atitudes desequilibradas, exageros desnecessários ou situações destrutivas. Mas concordo plenamente com o que está escrito no comovente “Quase”, de Sarah Westphal (muitas vezes atribuído a Luiz Fernando Veríssimo):

... “Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar” ...

Porque de corações partidos por causa de um amor vivido pela metade as ruas estão cheias. Assim como de almas que perambulam feito pontos-de-interrogação, a se questionar o que mais poderiam ter feito para que o outro também estivesse presente, para que não fugisse tão furtivamente, tão covardemente, tão sordidamente.

É por isso que insisto: muito mais do que nos preocuparmos com o ‘para sempre’, precisamos começar a investir no ‘até o fim’, para que o ‘agora’ tenha mais significado, para que as intenções, as palavras, as atitudes e todos os recomeços façam parte de uma história mais sólida, menos prostituída, que realmente valha a pena.

Então, questione-se: o coração ainda acelera quando o outro se aproxima? O peito ainda dói de saudade? O desejo ainda grita, perturbando o silêncio da noite? Não chegou ao fim! Não acabou.

Sei que, em alguns casos, motivos de força maior impedem um amor de ser vivido (e daí a separação pode ser sinal de maturidade), mas na maioria das vezes o que afasta dois corações é muito mais intolerância, ilusões ou auto-defesas tolas do que algo que realmente justifique o lamentável desfecho.

O outro não quer? Desistiu? Acovardou-se? Ok! Por mais incoerente que pareça, é um direito dele. Esteja certo de que você fez o que estava ao seu alcance e depois... bem, depois recolha-se e pondere: “pros amores impossíveis, tempo”.

Tempo em que você terminará descobrindo que a vida tem seu jeito misterioso de fazer o amor acontecer, mas que – no final das contas – feliz mesmo é quem, apesar de tudo, tem coragem de ir até o fim!"

sábado, 19 de dezembro de 2009

Presentear... ou presentear-se? Eis a questão!


O NATAL está chegando tralala la la la la la....

Quem não gosta de presentar? Que não gosta de receber presentes? Gestos de atenção, troca de presentes, comidas saborosas, sorrisos fáceis... a maioria das pessoas tem essa imagem do Natal.
O Natal é o tempo em que se comemora o NASCIMENTO DO MENINO JESUS. O Nascimento de um novo tempo, o nascimento de novos relacionamentos, nascimento de antingos sentimentos.

Muitas pessoas ficam sensibilizadas, doam presentes. Eu acho que o NATAL deveria ser comemorado uma vez por mês. Muitas coisas que não são boas se repentem, as vezes, mais de uma vez por mês. Então vamos implementar que o NATAL aconteça em 2010 pelo menos uma vez por mês. Então em um mês você pode presentar alguém ou se presentear, não vai ser legal?

Todos mais sensibilizados pelo menos uma semana por mês. As ruas cheais de sorrisos, pelo menos uma vez pro mês. Sim, claro! Lógico que seria feriado! Uma vez por mês, feriado.
Calma o país não vai parar! A França por exmplo, tem mais feriados que o Brasil. E com tempo de folga eles podem criar pratos extraordinários, perfumes enebriantes, sapatos(pra quem gosta) e tudo mais que os franceses fazem bem, até reclamar dos turistas!

Eu estava gostando da relação de coisas pra fazer uma vez por mês, vamos continuar? Uma vez por mês você iria olhar sua agenda e lembrar-se de todos os amigos, e se não lembrasse, no mês seguinte teria outro NATAL e você começaria pelas pessoas que deixou de lembrar no mês anterior, assim você estaria sempre em contato com as pessoas que gosta e poderia pensar mais nelas com carinho.

Uma vez por mês você iria preparar um prato especial. Assim teria sempre uma receita nova ou repetir mais rápido as que mais aprecia, assim não teria de esperar um ano pra comer coisa boa.

Uma vez por mês para comemorarmos o NATAL! E o dilema... presentar? Presentear-se? Eis a questão!

FELIZ NATAL!
FELIZ 365 dias de NATAL!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Não dá pra ser metade, não posso aceitar só a metade.


São 20h31min, sexta-feira, 04 de dezembro de 2009. O ano esta próximo do fim, um ano onde muitas coisas boas e ruins aconteceram. Um ano com muitas histórias pra lembrar.
Um ano de conquistas e de derrotas, de muralhas erguidas, mas também de castelos destruidos.

Um ano onde o bem e mal tiveram uma batalha pra saber que se sairia melhor. Um ano que começou cheio de esperanças, no meio já parecia não ter a mesma qualidade, mas agora no final, com mais notícias não muito boas está mais cinzendo. O céu lá fora, também esta cinzento, chuvoso.

Gosto de chuva, do barulho da chuva. Gosto do frio úmido que entra pela janela. Gosto do cheiro da sopa no prato. E aos poucos a chuva vai caindo, molhando a janela mostrando que do lado de fora está como aqui dentro.

"Lágrimas de chuva molham o vidro da janela, mas ninguem me vê"(...)

Uma gotinha de esperança rola ao mesmo tempo que um sorriso se abre, como as oportunidades que estão surgindo, convites para palestras, aulas e o capítulo de um livro especializado.

Novidades que farão de 2010 um ano todo novo. Faculdade nova, trabalhos novos, erros novos e sorrisos novos. Ano de lançamento da minha nova etapa. Não posso mais ficar preso ao passado. Quem pode?

Quem se alimenta de lembranças são bazares e turistas. Eu não quero pechinchar momentos felizes, não quero mendigar atenção, eu não preciso. Não preciso que venham para a minha vida como turistas experiementam e depois vão embora.

Um amigo me disse uma vez que não dá pra ser só metade. Metade de qualquer coisa, metade de si mesmo, metade de uma relação. Temos que estar inteiros em qualquer momento, apesar de às vezes nos sentirmos aos pedaços.

E então caminhamos pela vida, como João e Maria, a deixar pedacinhos de nós e vem um passarinho e come, quando olhamos para trás não vemos nada. O passarinho voou e não sabemos como voltar a ser inteiros;

Então todo esse ritual de final de ano, o NATAL se aproximando, muitas saudades veem à mente. Um momento, uma oportunidade, um carinho, um presente, um olhar, um nenem, um pezinho a balançar, uma travessura, um adeus...

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Amor de gente grande..



Amor de corpo inteiro. Um amor que transcende, transpira, transborda. Amor com mãos e pés. Com dedos, braços, pernas, barriga, pele e abraços.

Um amor que surpreende, sem nada inventar, sem precisar exagerar, sem ter que sempre entender. Simplesmente ser... preencher, existir!

Amor que não investiga, que não desconfia, que não acusa.

Amor de palavras, mas também de silêncio. Um silêncio que aquieta o coração, que acaricia a alma e alivia as dores!

Amor que esvazia, que abre espaço, que permite.

Amor sem regras, sem pressões, sem chantagens. Amor que faz crescer.
Amor de gente grande, de coração gigante, de alma transparente.
Amor que permanece. De mim para mim, de mim para você, de você para mim.
Amor que invade respeitando, que adentra acariciando, que ocupa com leveza. Amor sem ego. Que acolhe, perdoa, reconhece.

Amor que desconhece para conhecer, que nunca lembra porque não esquece! Amor que é... assim, sem mais nem menos, sem eira nem beira, sem quê nem porquê.

Simplesmente simples, despretensioso, descontraído, desmedido.
De uma simplicidade tão óbvia que arrasta, que envolve, que derrete.
De uma fluidez tão líquida que escorre, desliza, que não endurece.

Amor que não se pede, que não se dá, porque já é! Para nunca precisar procurar, para nunca correr o risco de encontrar, porque já está!!!
E o que quer que ainda possa surgir... bobagem! Apenas crescimento e aprendizagem...

Volta para casa, não se vá!
Fique, permita-se, entregue-se, comprometa-se!
Simplesmente amor... Você consegue?!?

Doce Novembro


Este mês começou tumultuado. Muitas informações. Muitos medos. Você acorda e descobre que esta em outra cidade para fazer um exame que pode definir seu futuro. Passei por isso. Estive em São Paulo, duas vezes estre mês.

A primeira foi para fazer uma intervenção, um exame bastante delicado, estava com suspeita de uma lesão maligna do intestino grosso. Eu podia estar com câncer. Acordei com medo. Tentei não pensar no pior, mas eu consegui?

Fui para o hospital acompanhado de um amigo, ninguém da minha família fazia idéia do que se passava comigo, consegui esconder de todos, não queria vê-los sofrer como eu estava sofrendo. Aliás, não desejo este medo a ninguém. O exame necessitava de anestesia geral ou raquiana, a propósito fui muito bem assistido.

O resultado parcial recebi assim que eu estava melhor depois do procedimento. O médico veio a mim e disse que estava tudo bem, que as imagens e a biópsia sugeriam um lesão expansiva não maligna, mas de todo modo era melhor esperar o resultado da anatomia patológica, que deveria sair em 9 dias úteis.

Preciso dizer que foram os piores dias da minha vida? Uma angústia, uma tristeza, uma falta de perspectiva, o que eu faria com a minha vida? Isso tudo era muito complicado. Enfim, em um domingo quando voltei de um retiro que fiz com amigos, um médico meu aigo, que agora trabalha em São Paulo me ligou e dise que já tinha o resultado e que o polipo era benigno. Eu estava vivo.

A primeira coisa que fiz foi agradecer a Deus pela oportunidade. Pelo livramento. Fiz um auto compromisso de não medeixar abater por qualquer coisa. Que aprenderia a dar valor a que as coisas tivessem seu devido valor.
Neste último fim de seman estive em Campinas, interior de São Paulo, fui pra poder me divertir, ir ao Hopi Hari brincar, rir, andar pelos espaços, ver gente, muita gente!

Depois de todas essas histórias, de todos estes momentos... posso considerar um doce novembro.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Apenas um passo de cada vez...


Tem dias que dizemos bobagens do tipo "Hoje eu não deveria ter saído da cama". Quanto desejo tolo pedimos... Já parou para pensar o quanto egoístas somos? Quanto é difícil ter de esquecer alguém que se ama?

Quantas pessoas estão debilitadas e por isso estão acamadas, impedidas de levantar da cama até pra tomar banho, e nós desejando não ter levantado.... Quantas pessoas estão prisioneiras da miséria, reduzidas a um número em celas nos presídios, e nós? Nós não queríamos ter saído de casa.

Quantas pessoas queriam caminhar pelo calçadão, ou por uma rua e não podem? E nós temos preguiça de caminhar.

Não quero jogar a culpa em cima de ninguém, quero que me ajudem a refletir, porque eu também penso essas coisas. Que nunca pensou está mentindo!

Você descobre que um dor esconde algo muito pior dentro de você. Está escrito em um papel que o que você tem pode lhe dar alguns meses, com sorte. E aí você olha para a sua vida e descobre que poderia ter feito muito mais e não fez, e agora talvez não dê tempo de fazer e então você passa a desejar só mais um pouquinho.

Agora os minutos são importantes, as horas são contadas com gosto. E uma hora será vivida com toda a intensidade que sempre devria ter sido vivida.

Somos covardes, temos medo do que as pessoas vão dizer, mas nós nos calamos pra não nos comprometer. O que eu tenho com isso? Isso não é problema meu! Eles são "brancos" que se entendam.

O que você vai estar deixando? Se tem filhos, que tipo de mundo vai estar deixando paro seus filhos? Que tipo de lembrança seus amigos terão de você?

Você vai mesmo procurar ter de esquecer um amor, quando você precisa aprender a amar cada minuto da vida?

Tudo precisa de um passo, apenas um passo de cada vez.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Resta um...


Acreditamos que com o passar do tempo aprendemos as lições que a vida vem nos proporcionando. Acreditamos aprender com nossos erros e com os erros dos outros. Acreditamos que tudo pode ser mudado a qualquer hora.

Aceitamos que alguns fatos na nossa vida não dependem só de nós. As situações tomam proporções inesperadas, e alguns fatos só são importante pra nós, cada um sabe a dor e a alegria de ser quem é.

Frases fortes e de efeito, mas não somos o que dizemos, somos como agimos.
E aí vem a triste descoberta que não aprendemos, que vamos ter de repetir a lição.
Alguns tem dificuldade de deixar para trás sua história. Essas lembranças boas ou ruins, são parte de suas vidas, e carregando-as ganham peso, dores de cabeça, tumores. Muito peso para carregarem por resto da vida.

Queria saber ensiar como transformar em documentos esses momentos e colocá-los em pastas e estas pastas em arquivos e esses arquivos em outros locais que não em nós, ou então compactados de forma a ocuparem menos espaço e consequentemente menos peso para transportar.

Mas falar é muito fácil.
Hoje temos muita dificudade em nos expressar. Não queremos nos envergonhar, não queremos nos expor. Não podemos ser nós mesmos. Então cada um finge o que quer viver.

Ninguém se interessa pelo problema do outro, não estamos dispostos e não temos tempo para nós mesmos, vamos ter para escutar alguém?
No trabalho temos que deixar quem somos do lado de fora, mas algumas vezes, levamos o trabalho pra casa, incoerência. (será que alguém deixa mesmo os problemas do lado de fora?)
Procuramos pessoas para estarem ao nosso lado se ela são alegres, divertidas e não demonstram ter quaisquer tipo de problema, afinal, um dia você já deve ter dito essa frase, "problema já bastam os meus".
Existe um momento em nossas vidas que temos que abandonar tudo, para ter tudo de volta ou então passaremos o resto da vida como fragmentos.

Tenho uma amiga muito bem sucedida, ela tem muitos postais de lugares que gostaria de ter visitado, mas ela esta sempre com um novo projeto e aos 42 anos e sem filhos, sem marido, sem namorado... confessou-me essa noite que gostaria de acordar ao lado de uma mesma pessoa todos os dias...

Não fomos criados para ficarmos sozinhos. Criamos as profissões, o dinheiro, a cobiça, o roubo, o sequestro e somos prisioneiros de nossas criaturas.

Tudo dividido ao contrário que deveria ser somado.Porque nessa divisão só resta um.

domingo, 1 de novembro de 2009

Aprendendo a olhar...


Hoje comecei a imaginar e como eu imagino. Só que eu imagino as coisas a ponto de senti-las, será que você já imaginou algo a ponto de senti-la?

Comigo sempre funciona assim, enquanto eu imagino alguma coisa, sinto, vivo e crio em minha mente toda a situação e sou capaz de sentir até a brisa, se eu estiver pensando nisso. Acredito que você também é capaz de sentir-se assim, ou melhor, de imaginar a esse ponto.

Se por um instante você olhar o outro, livre dos seus conceitos e preconceitos, livres de suas máscaras e armaduras, talvez você consiga sentir o que eu estou sentindo, imaginar o que eu estou imaginado.

Para podermos estar prózimos de alguém, temos de estar próximos da verdade, mas com tantas máscaras, armaduras e preconceitos nos afastando, fica difícil conseguir realmente sentir alguma coisa.

Se pudesse fechar seus olhos e me ouvir, ou então, mante-los abertos para me ver coo eu sou e não como você me criou aí dentro, vai descobrir que muitas coisas são mitos e que outras coisas são verdades.

A verdade só dói quando ela é dita para magoar, ninguém que diz a verdade para ajudar o outro a crescer consegue magoá-lo.
Com tantas oportunidades, pessoas disponíveis, todas essas atitudes facilitadoras temos pouco pra conhecer das pessoas, porque as pessoas estão imediatistas. Procuram momentos felizes e se tornam viciados nisso.

É preciso compreender que cada passo do caminho para saber como as coisas acontecem, e a partir daí entender como aelas foram se transformando à medida que era descoberta e compreendida.
Nossas pernas foram feitas para dar um passo de cara vez, apesar de alguns não acreditarem nisso, então não adianta aprender a andar corretamente, é preciso um passo de cada vez, saber onde coloca seus pés.

Alguns ditados funcionam tão bem em nossas mentes e nós não nos damos conta da importância deles para as nossas vidas, mas alguns ditados não funcionam, proque eles não foram feitos para todos e sim para uma grande parte de humanos.

O que estou querendo dizer é que não temos tempo de vida suficente para cometer todos os erros, então vamos aprender um pouco com os erros dos outros, também não temos tempo para repetir os mesmos erros, sejamos criativos!

Temos que aprender a olhar as pessoas e enchergar nelas suas histórias, o que viveram, o que sentiram, como estão, como poderiam estar. Prestou atenção?
Dê as pessoas oportunidade de elas serem elas mesmas e não personagem que nós queremos que elas representem.

Eu quero ser um bom rapaz, alguém pra se lembrar.
Continuar aprendendo a olhar.

sábado, 31 de outubro de 2009

Um começo.


Um recomeço é um começo novo ou um começar de novo? Não, eu não uso drogas, não ingeri álccol em excesso e nem fumei. Eu estava pensando sobre isso. Porque recomeço hoje me pareceu comerçar de novo, então se é começar de novo, não é um novo começo, mas começar o que estava iniciado de novo. Espera! Se do outro jeito não estava certo porque agora daria certo?

Porque nós já sabemos o que fez algo não sair como pensamos temo a experiência, então não precisamos repetir os mesmos erros de antes, apesar de alguns insitirem em repeti-los.

Estou precisando organizar meus pensamentos,muita coisa acontecendo. Escrever capitulo de livro, preparar aula para o congresso, terminar a apostila do curso. Preciso me preparar ainda melhor para essa nova fase.

Porque eu estou em um novo começo, não num REcomeço. A ciência da vida não é muito exata, ou melhor, não é nada exata, dois às vezes é igual a um, não porque um foi diminuido, mas dois se uniram porque queriam igual.

São 23h de uma noite de sábado e eu diante do meu computador, tentando organizar minhas idéias, me expondo dessa forma. Eu disse no início que eu estava sozinho, não estava fazendo uma analogia...quase escreve Analigia... sobre ela escreverei outro dia.

Hoje preciso escrever sobre esse turbilhão de novidades. Capítulo, aula para o congresso, terminar a apostila, concluir aquilo que comecei.
Percebo que tenho uma certa dificuldade para encerrar um ciclo, ou fecha-lo.

A despedida mesmo que breve me incomoda. A distância justifica a saudade. Saudade é o nome que damos às lembranças, aqui, crase ainda existe?

Eu ainda existo? "se penso, logo existo"(?) aff
Resisto, isso eu sei!

Estava tudo bem. Até aquelas dores começarem.
O que parecia ser rotina, tornou-se medo e dor.
Da curiosidade veio o medo.
Da constatação veio a dor.
"É preciso que o velho se vá, para que dê lugar ao novo." Mas eu gosto do velho. Ainda é útil pra mim.

Quando refaço minhas aulas, ou seja, as faço de novo a partir do ponto onde elas já existiam, tento melhorar somando às experiências antigas as novas.

É noite de sábado, 23h10min. Estou só em casa. Divido com você meu pensamento. A metade que sou, da "laranja", esta seca.
Sabe aquelas coisas que você nunca imagina que lhe aconteceriam e de repente.
Você está ali.

Durmam em paz!