segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Amor de gente grande..



Amor de corpo inteiro. Um amor que transcende, transpira, transborda. Amor com mãos e pés. Com dedos, braços, pernas, barriga, pele e abraços.

Um amor que surpreende, sem nada inventar, sem precisar exagerar, sem ter que sempre entender. Simplesmente ser... preencher, existir!

Amor que não investiga, que não desconfia, que não acusa.

Amor de palavras, mas também de silêncio. Um silêncio que aquieta o coração, que acaricia a alma e alivia as dores!

Amor que esvazia, que abre espaço, que permite.

Amor sem regras, sem pressões, sem chantagens. Amor que faz crescer.
Amor de gente grande, de coração gigante, de alma transparente.
Amor que permanece. De mim para mim, de mim para você, de você para mim.
Amor que invade respeitando, que adentra acariciando, que ocupa com leveza. Amor sem ego. Que acolhe, perdoa, reconhece.

Amor que desconhece para conhecer, que nunca lembra porque não esquece! Amor que é... assim, sem mais nem menos, sem eira nem beira, sem quê nem porquê.

Simplesmente simples, despretensioso, descontraído, desmedido.
De uma simplicidade tão óbvia que arrasta, que envolve, que derrete.
De uma fluidez tão líquida que escorre, desliza, que não endurece.

Amor que não se pede, que não se dá, porque já é! Para nunca precisar procurar, para nunca correr o risco de encontrar, porque já está!!!
E o que quer que ainda possa surgir... bobagem! Apenas crescimento e aprendizagem...

Volta para casa, não se vá!
Fique, permita-se, entregue-se, comprometa-se!
Simplesmente amor... Você consegue?!?

Doce Novembro


Este mês começou tumultuado. Muitas informações. Muitos medos. Você acorda e descobre que esta em outra cidade para fazer um exame que pode definir seu futuro. Passei por isso. Estive em São Paulo, duas vezes estre mês.

A primeira foi para fazer uma intervenção, um exame bastante delicado, estava com suspeita de uma lesão maligna do intestino grosso. Eu podia estar com câncer. Acordei com medo. Tentei não pensar no pior, mas eu consegui?

Fui para o hospital acompanhado de um amigo, ninguém da minha família fazia idéia do que se passava comigo, consegui esconder de todos, não queria vê-los sofrer como eu estava sofrendo. Aliás, não desejo este medo a ninguém. O exame necessitava de anestesia geral ou raquiana, a propósito fui muito bem assistido.

O resultado parcial recebi assim que eu estava melhor depois do procedimento. O médico veio a mim e disse que estava tudo bem, que as imagens e a biópsia sugeriam um lesão expansiva não maligna, mas de todo modo era melhor esperar o resultado da anatomia patológica, que deveria sair em 9 dias úteis.

Preciso dizer que foram os piores dias da minha vida? Uma angústia, uma tristeza, uma falta de perspectiva, o que eu faria com a minha vida? Isso tudo era muito complicado. Enfim, em um domingo quando voltei de um retiro que fiz com amigos, um médico meu aigo, que agora trabalha em São Paulo me ligou e dise que já tinha o resultado e que o polipo era benigno. Eu estava vivo.

A primeira coisa que fiz foi agradecer a Deus pela oportunidade. Pelo livramento. Fiz um auto compromisso de não medeixar abater por qualquer coisa. Que aprenderia a dar valor a que as coisas tivessem seu devido valor.
Neste último fim de seman estive em Campinas, interior de São Paulo, fui pra poder me divertir, ir ao Hopi Hari brincar, rir, andar pelos espaços, ver gente, muita gente!

Depois de todas essas histórias, de todos estes momentos... posso considerar um doce novembro.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Apenas um passo de cada vez...


Tem dias que dizemos bobagens do tipo "Hoje eu não deveria ter saído da cama". Quanto desejo tolo pedimos... Já parou para pensar o quanto egoístas somos? Quanto é difícil ter de esquecer alguém que se ama?

Quantas pessoas estão debilitadas e por isso estão acamadas, impedidas de levantar da cama até pra tomar banho, e nós desejando não ter levantado.... Quantas pessoas estão prisioneiras da miséria, reduzidas a um número em celas nos presídios, e nós? Nós não queríamos ter saído de casa.

Quantas pessoas queriam caminhar pelo calçadão, ou por uma rua e não podem? E nós temos preguiça de caminhar.

Não quero jogar a culpa em cima de ninguém, quero que me ajudem a refletir, porque eu também penso essas coisas. Que nunca pensou está mentindo!

Você descobre que um dor esconde algo muito pior dentro de você. Está escrito em um papel que o que você tem pode lhe dar alguns meses, com sorte. E aí você olha para a sua vida e descobre que poderia ter feito muito mais e não fez, e agora talvez não dê tempo de fazer e então você passa a desejar só mais um pouquinho.

Agora os minutos são importantes, as horas são contadas com gosto. E uma hora será vivida com toda a intensidade que sempre devria ter sido vivida.

Somos covardes, temos medo do que as pessoas vão dizer, mas nós nos calamos pra não nos comprometer. O que eu tenho com isso? Isso não é problema meu! Eles são "brancos" que se entendam.

O que você vai estar deixando? Se tem filhos, que tipo de mundo vai estar deixando paro seus filhos? Que tipo de lembrança seus amigos terão de você?

Você vai mesmo procurar ter de esquecer um amor, quando você precisa aprender a amar cada minuto da vida?

Tudo precisa de um passo, apenas um passo de cada vez.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Resta um...


Acreditamos que com o passar do tempo aprendemos as lições que a vida vem nos proporcionando. Acreditamos aprender com nossos erros e com os erros dos outros. Acreditamos que tudo pode ser mudado a qualquer hora.

Aceitamos que alguns fatos na nossa vida não dependem só de nós. As situações tomam proporções inesperadas, e alguns fatos só são importante pra nós, cada um sabe a dor e a alegria de ser quem é.

Frases fortes e de efeito, mas não somos o que dizemos, somos como agimos.
E aí vem a triste descoberta que não aprendemos, que vamos ter de repetir a lição.
Alguns tem dificuldade de deixar para trás sua história. Essas lembranças boas ou ruins, são parte de suas vidas, e carregando-as ganham peso, dores de cabeça, tumores. Muito peso para carregarem por resto da vida.

Queria saber ensiar como transformar em documentos esses momentos e colocá-los em pastas e estas pastas em arquivos e esses arquivos em outros locais que não em nós, ou então compactados de forma a ocuparem menos espaço e consequentemente menos peso para transportar.

Mas falar é muito fácil.
Hoje temos muita dificudade em nos expressar. Não queremos nos envergonhar, não queremos nos expor. Não podemos ser nós mesmos. Então cada um finge o que quer viver.

Ninguém se interessa pelo problema do outro, não estamos dispostos e não temos tempo para nós mesmos, vamos ter para escutar alguém?
No trabalho temos que deixar quem somos do lado de fora, mas algumas vezes, levamos o trabalho pra casa, incoerência. (será que alguém deixa mesmo os problemas do lado de fora?)
Procuramos pessoas para estarem ao nosso lado se ela são alegres, divertidas e não demonstram ter quaisquer tipo de problema, afinal, um dia você já deve ter dito essa frase, "problema já bastam os meus".
Existe um momento em nossas vidas que temos que abandonar tudo, para ter tudo de volta ou então passaremos o resto da vida como fragmentos.

Tenho uma amiga muito bem sucedida, ela tem muitos postais de lugares que gostaria de ter visitado, mas ela esta sempre com um novo projeto e aos 42 anos e sem filhos, sem marido, sem namorado... confessou-me essa noite que gostaria de acordar ao lado de uma mesma pessoa todos os dias...

Não fomos criados para ficarmos sozinhos. Criamos as profissões, o dinheiro, a cobiça, o roubo, o sequestro e somos prisioneiros de nossas criaturas.

Tudo dividido ao contrário que deveria ser somado.Porque nessa divisão só resta um.

domingo, 1 de novembro de 2009

Aprendendo a olhar...


Hoje comecei a imaginar e como eu imagino. Só que eu imagino as coisas a ponto de senti-las, será que você já imaginou algo a ponto de senti-la?

Comigo sempre funciona assim, enquanto eu imagino alguma coisa, sinto, vivo e crio em minha mente toda a situação e sou capaz de sentir até a brisa, se eu estiver pensando nisso. Acredito que você também é capaz de sentir-se assim, ou melhor, de imaginar a esse ponto.

Se por um instante você olhar o outro, livre dos seus conceitos e preconceitos, livres de suas máscaras e armaduras, talvez você consiga sentir o que eu estou sentindo, imaginar o que eu estou imaginado.

Para podermos estar prózimos de alguém, temos de estar próximos da verdade, mas com tantas máscaras, armaduras e preconceitos nos afastando, fica difícil conseguir realmente sentir alguma coisa.

Se pudesse fechar seus olhos e me ouvir, ou então, mante-los abertos para me ver coo eu sou e não como você me criou aí dentro, vai descobrir que muitas coisas são mitos e que outras coisas são verdades.

A verdade só dói quando ela é dita para magoar, ninguém que diz a verdade para ajudar o outro a crescer consegue magoá-lo.
Com tantas oportunidades, pessoas disponíveis, todas essas atitudes facilitadoras temos pouco pra conhecer das pessoas, porque as pessoas estão imediatistas. Procuram momentos felizes e se tornam viciados nisso.

É preciso compreender que cada passo do caminho para saber como as coisas acontecem, e a partir daí entender como aelas foram se transformando à medida que era descoberta e compreendida.
Nossas pernas foram feitas para dar um passo de cara vez, apesar de alguns não acreditarem nisso, então não adianta aprender a andar corretamente, é preciso um passo de cada vez, saber onde coloca seus pés.

Alguns ditados funcionam tão bem em nossas mentes e nós não nos damos conta da importância deles para as nossas vidas, mas alguns ditados não funcionam, proque eles não foram feitos para todos e sim para uma grande parte de humanos.

O que estou querendo dizer é que não temos tempo de vida suficente para cometer todos os erros, então vamos aprender um pouco com os erros dos outros, também não temos tempo para repetir os mesmos erros, sejamos criativos!

Temos que aprender a olhar as pessoas e enchergar nelas suas histórias, o que viveram, o que sentiram, como estão, como poderiam estar. Prestou atenção?
Dê as pessoas oportunidade de elas serem elas mesmas e não personagem que nós queremos que elas representem.

Eu quero ser um bom rapaz, alguém pra se lembrar.
Continuar aprendendo a olhar.